DIÁRIO DE BORDO: DIA 32
- 22 de set. de 2016
- 3 min de leitura

53. A arte não é um espelho para refletir o mundo, mas um martelo para forjá-lo. - Vladimir Maiakóvski
Ou, como diria nosso mestre de hoje:
"A imaginação é a única coisa que nos diferencia de todos aqueles estúpidos". Hannibal Lecter
Duas frases que representam verdades absolutas. Uma de um poeta que fez história, outra de uma personagem que até hoje é referencia de genialidade.
Dr. Lector sendo o psicólogo incrível que era, caso pudesse sentar e falar sobre arte abertamente conosco, acredito eu, que ficaria feliz em explicar sobre a importância da arte por horas, afinal, sendo ele mesmo fruto de horas de muita imaginação e estudo, poderia provar com convicção o que quero dizer.
A arte é uma das coisas mais incríveis que o ser humano é capaz de produzir, e algumas obras são tão importantes, que interferem na sociedade de tal maneira que ultrapassam as barreiras do tempo e se mantém importantes por anos a fio.
Um exemplo bem famoso disso são as obras de Fiodor Dostoiévski. Crime e Castigo e os Irmãos Karamazóv são obras tão completas e tão bem escritas que, além de inspirarem muitos personagens fictícios ao longo da história do cinema, ainda inspiraram grandes estudos da vida real.
Sigmund Freud, precursor da psicanálise com grande influência no estudo comportamental de criminosos sofreu grande influência das obras de Dostoiévski. Segundo ele, o autor era um dos poucos escritores e pensadores que tinha muito a ensiná-lo.
E trazendo ainda um exemplo mais próximo da nossa realidade, Luiz Angelo Dourado, especialista brasileiro em Psicologia criminal usou as obras de Dostoiévski para fazer referência a alguns comportamentos de criminosos na década de 70.
Obras como esta sobrevivem tanto tempo e caem na sessão de clássicos porque passam reflexões que fazem parte do inconsciente humano e fazem com que você exerça o raciocino e gaste um bom tempo com reflexões para compreender o mundo em que vivemos.
E quando pensamos criticamente, criamos. Somos recicladores naturais.
Formamos diferentes variações de ideias formadas há muitos anos por outros artistas, e esse ciclo continua, criando uma centenas de diferentes histórias e diferentes pontos de vista. A mente humana é incrível.
E o cinema é uma das formas mais bonitas, na minha opinião, de levar adiante essa variação de conclusões e diversidade de opiniões.
Um exemplo simples disso é a quantidade de filmes inspirados por Dostoiévski:
O Homem Duplicado (Denis Villeneuve, 2013) - Inspirado em José Saramago e Dostoiévski
Os infiltrados - (Martin Scorsese, 2006)
Match Point (Woody Allen, 2005)
Rope (Alfred Hitchcock, 1948)
Taxi Driver (Martin Scorsese, 1976)
Entre outros, estes, são filmes consagrados com tramas únicas desenvolvidas por escritores incríveis, inspiradas por um autor que viveu no século passado. Dá pra passar o dia todo falando sobre os autores mais incríveis que já viveram e os filmes incríveis que foram inspirados por eles, mas essa não é a intenção.
O que quero dizer é que a democratização do acesso à Sétima Arte é muito mais que apenas levar lazer à população. Na verdade, quando se facilita o acesso à arte, automaticamente se possibilita o acesso à um acervo incontável de ideias e pensamentos de grandes personalidades que fizeram e fazem parte do nosso mundo.
E mesmo que não se saiba a inspiração para um ou outro filme, o mais importante é transmitido inconscientemente, fazendo com que as pessoas absorvam mais e mais informações. E quando mais informação a população detém, mais rápido ela evolui.
Tá vendo?! Esse é um dos principais motivos que me levam a querer tanto fazer parte da Netflix. Vocês fazem uma coisa linda gente, democratizam o acesso à informação, incentivam o aprendizado e valorizam a arte. Precisa de mais?
Eu amo o que vocês fazem, e não há nada que eu queira mais do que fazer parte dessa empresa incrível. Tô no aguardo gente, já sabem onde me encontrar <3


Comentários